quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

RECORDAR

Hoje trago-vos uma foto de um grupo de ex. furriéis tirada em Bolama em 1973. Deste grupo alguns já "partiram" outros não temos qualquer contacto e por isso não sabemos nada deles. A intenção é trazer à vossa memória figuras que fizeram parte da nossa Vida. Dos que partiram temos muita saudade, dos que não temos contacto, fazemos votos que se encontrem bem, aos que nos vão acompanhando Votos de um 2018 CHEIO DE SAÚDE.


terça-feira, 26 de dezembro de 2017

RECORDAR

A actividade obriga-me a procurar "motivos" que vos "prendam" ás nossas publicações. A pesquisa é constante mas muitas vezes leva-nos a repetir "posts" já partilhados. No entanto o que mais nos preocupa é manter-vos "agarrados" à "causa". Hoje trago-vos imagens que serão familiares a todos os que por lá andaram. Abraço e façam o favor de serem FELIZES.



domingo, 24 de dezembro de 2017

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

ENCONTRO 2018

Porque estamos a passar por uma época festiva, não queria deixar de vos recordar que em 2018 o X - Encontro será em Guimarães.Aguardem pelas noticias que partilharemos com mais pormenores em Janeiro / Fevereiro logo que nos sejam disponibilizadas pela organização. Aproveito para desejar a todos os ex.militares do Batalhão 4513 e seus Familiares um Santo Natal e um Novo Ano com muita saúde, e a realização dos seus sonhos.


sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

BOAS FESTAS

Já estamos a “VIVER” a época NATALÍCIA, um momento mágico, de alegria e festa. Fazemos Votos que o vosso Natal seja passado ao lado dos que mais amam, com muita saúde, em paz e harmonia.
 E que o Ano Novo traga muita felicidade e prosperidade.
Aproveitem esta data para distribuir amor e carinho. Esqueçam tudo que correu menos bem no ano velho e pensem apenas no que desejam alcançar no NOVO ANO

Boas Festas!


quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

NÔ BAI GUINÉ BISSAU EP. 09 VARELA

PORQUE É NATAL

PORQUE ESTAMOS A CHEGAR AO NATAL
Hoje trago-vos á memória um acidente que mudou a vida a dois companheiros para sempre. Nesta época Natalícia em que a maioria continuará a “festejar” a vida não podemos esquecer aqueles que por razões várias a Vida foi “madrasta” SIM, houve um dia que recordo com muita tristeza, e por razões difíceis de explicar pois só quem viveu naquele ambiente de tensão, depressão e de fragilidades emocionais poderá compreender melhor.
O soldado João Jesus Bernardino Correia “Escamado” perdeu ali a sua vida, por motivos “fúteis” e relacionados com disputas de jogos de futebol.

O Martins (PENICHE) que conheci muito bem, era meu companheiro de conversa nos patrulhamentos, colunas e em todos os locais onde tínhamos obrigações a cumprir, grande Sportinguista, fazíamos do futebol as nossas conversas que ajudavam a passar o tempo; excelente pessoa, muito humilde e cumpridora das suas obrigações. Mas vá lá o diabo explicar certas situações, excedeu-se naquilo que julgava ser a “sua justiça”, foi preso logo de imediato e transferido para Bissau onde aguardaria a sua condenação. Nunca mais o encontrei e segundo informações (a confirmar) trabalha numa quinta lá para os lados de Sintra. Este “escrito” tem intenção de HOMENAGEAR a memória do “ESCAMADO” sem naturalmente esquecer o respeito que me merecia o “PENICHE” não deixando contudo lamentar o sucedido e ajuizar o quanto a vida foi “madrasta” para eles os dois.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

LUTO

3º Aniversário da sua “partida” 2014 /2017 

O Figueiredo partiu depois de Folgosinho, Amigo e defensor acérrimo dos nossos encontros, partilhava a alegria e a Amizade sempre que nos “juntávamos”.
Quis o destino que um problema de saúde nos roubasse tão abruptamente que “apanhou” todos de surpresa deixando um VAZIO difícil de preencher nos convívios que vamos “teimosamente” realizando ano após ano para continuar a partilhar a AMIZADE que nos UNIO em terras da GUINÉ.
Á Família e Amigos dizemos que contínua no nosso pensamento e que também á nossa maneira sofremos com a perda.


quinta-feira, 23 de novembro de 2017

O PESCADOR

NOVEMBRO DE 1973
Eu estive Lá:
Tinha regressado da “metrópole” onde tinha “gozado” as minhas férias e depois de alguns dias em Bissau a aguardar transporte lá regressei a Aldeia Formosa. Confrontado pelo nosso Capitão para a necessidade de fazer urgentemente um patrulhamento à procura do homem desaparecido.
Inicialmente caiu-me tudo, não esperava “entrar em campo “ tão rapidamente e ainda mantinha a cabeça “limpa” e o sabor e ritmo da “metrópole”, mas tinha que responder afirmativamente ao “nosso” Capitão. Eram períodos de férias e a companhia estava desfalcada de oficiais e sargentos e tinha mesmo que assumir o “comando” das operações. Foi-me disponibilizado um pelotão (não era o meu) muito reduzido (14 ou 15) com transmissões e enfermeiro e ainda um sem número de milícias (20 a 30) munidos de mauser o que me dava um risco enorme no que me propuseram fazer, mas tinha que ser, avançamos com o que tínhamos e o RECEIO (medo) foi aumentando quando nos íamos aproximando do objectivo e a “bandalheira” das milícias com o “histerismo” da chegada ao local. Acho que em algum momento tive tanto medo de uma operação, a atravessar um riacho numa “ponte” improvisada com um tronco de uma árvore (já tinha feito centenas) caí ao riacho, nada de grave mas demonstrativo do “cagaço” que se apoderou de mim. Chegados ao objectivo deparamos então com o que prevíamos, um grupo IN teria emboscado nas margens do rio (via-se perfeitamente as “camas” feitas no capim) e apanhou o soldado milícia que se tinha dirigido ali para pescar. Difícil a seguir foi fazer crer às milícias que tínhamos que recuar, pois por vontade deles teríamos seguido os trilhos deixados pelo IN e entraríamos pela fronteira dentro. Algum engenho e ajuda do “transmissões” lá simulamos um “rádio” a dar ordens de regresso.  

14-Novembro de 1973 pelas 20,30 horas foi comunicado ao Comando do Batalhão o desaparecimento de um soldado milícia Mamadú Jaló que tinha ido pescar e não tinha regressado.
15-Novembro de 1973 – foi destacado um grupo de combate para um patrulhamento junto ao rio Gunoba, que encontrou vestígios da presença de um grupo (30 a 40 ) elementos que teriam raptado o militar