sexta-feira, 17 de julho de 2015
segunda-feira, 6 de julho de 2015
quarta-feira, 1 de julho de 2015
quinta-feira, 18 de junho de 2015
"ESPIRITO AMIZADE"
Porque eu sei e foi-me dito pela Sandra Simões, qua a sua vinda ao nosso encontro tinha por finalidade HONRAR a memória de seu Pai a quem tinha prometido representa-lo no nosso convívio e conhecer algumas pessoas das quais teria a melhores referências enquanto companheiros da mesma "BATALHA". Um deles era sem duvida uma pessoa que ele teria muito prazer em abraçar, o comandante do seu pelotão alferes Marques da Silva. E quando tudo fazia prever que ao fim de 41 anos esse reencontro se iria dar, o Destino desviou o Basílio para outra "missão". A Sandra reencontrou o homem que o Pai tanto desejaria abraçar. Esteja onde estiver o Basílio Simões saberá que por cá ficaram muitos Amigos. Paz á sua ALMA.
segunda-feira, 15 de junho de 2015
segunda-feira, 8 de junho de 2015
VII ENCONTRO (Nogueira da Regedoura)
VII
Encontro do ex. militares do Batalhão 4513
Pois, mais um encontro e reencontro de “Velhos”
Companheiros que em determinada época partilharam uma parte da sua vida por
terras de Africa.
Formaram Batalhão em Tomar, reuniram
conhecimentos para mais tarde o usarem nos locais onde foram colocados,
partimos a 16 de Março de 1973 no Navio UIGE
em direcção á Guiné , treinamos em
ambiente de “GUERRA” em Bolama
e no fim do I.A.O. lá fomos colocados nas zonas de destino: Aldeia Formosa, Nhala e Buba. Ontem foi
dia de recordação destes factos e todos os outros que preencheram as nossas
vidas por lá. Mas,
sim, faltaram muitos que nos fazem muita
falta, tudo seria diferente se pudéssemos contar com eles, embora razões
diversas tenham sido dadas pelos
faltosos, gostava que soubessem que a
sua presença valorizaria muito mais estes nossos encontros. As
emoções estiveram ao “rubro”, alguns companheiros que apareceram pela primeira
vez e que me apetece referir um que se deslocou de propósito para estar
connosco neste dia, o ex. Alferes Marques da Silva da 3ª Companhia que vive em
MACAU. Claro que registo a presença do Jesualdo Cunha, do Alberto Gomes, do
Mendes, o Orlando Leite o Almeida Barbosa e mais alguns que depois farei chegar
a equipa completa.
Se
me permitirem vou insistir com “emoções fortes” só podia ser, a presença da
Sandra Simões, filha do malogrado amigo Basílio Simões que a vida desviou dos
nossos caminhos á pouco tempo, tão simples como isto ela com a sua presença
quis homenagear o seu PAI, mas acima de tudo estar junto dos amigos e
companheiros que o seu Pai “amava” como
sua família fossem, e que connosco partilhou momentos fortes, muito fortes e
com uma força de “guerreiro”, sempre esteve onde era necessário estar. Só um
Pai assim transmitiria tamanhos valores aos seus filhos e por todos acho-me na
obrigação de agradecer este gesto de partilha de uma grande paixão de seu Pai.
Volte sempre será sempre enquanto por cá andamos a filha do nosso “Grande
Amigo” Basílio Simões e em respeito pela memória do seu Pai será muito
bem vinda. Findas as emoções mais
marcantes, não podia esquecer a
excelente organização do Ricardo Costa e do Celestino Oliveira que tudo fizeram
para o sucesso que teve o encontro de Nogueira da Regedoura, não poupando
esforços para que nada ficasse atrás das realizações anteriores, e eu creio que por muito respeito
que me merecem os anteriores organizadores, não ficou nada atrás de todos os
outros. Foi bom, muito bom, teve problemas, claro que nem tudo correu pelo
melhor, mas que roçou a perfeição isso esteve lá perto.
A
todos os companheiros que lerem esta minha mensagem, não queria deixar de
referir que não se arranjou quem quisesse organizar para o próximo ano, vamos
no entanto ficar a aguardar quem se disponibilize a assumir o VIII encontro
2016. Um abraço para todos, obrigado por ajudarem as estes sexagenários viverem
momentos de felicidade
Até
sempre
Eu.
Ver mais em fotos
domingo, 7 de junho de 2015
quinta-feira, 4 de junho de 2015
quarta-feira, 3 de junho de 2015
HOMENAGEM
Homenagem
aos que partiram
Não queria deixar passar este
momento de confraternização, de convívio e até de comemoração da vida, sem me
referir aos que por lá abandonaram as nossas fileiras, a maioria foram
acidentes que levaram a vida a alguns companheiros, alguns no teatro de operações
deixaram marcas de sangue na terra que pisávamos.
Todas as companhias sofreram
essa tristeza, naturalmente que as operacionais sofreram mais as consequências
dos “COMBATES,” era esse o seu papel.
Vou recordar este ano um
militar “durão” que abusava algumas vezes de alguma rudeza na relação com os
companheiros, excelente militar, cumpridor e respeitador dos seus superiores
hierárquicos.
Mas, sim, houve um dia que recordo com muita tristeza,
e por razões difíceis de explicar pois só quem viveu naquele ambiente de
tensão, depressão e de fragilidades emocionais poderá compreender melhor, foi
assassinado por um companheiro da mesma companhia. Uma briga dias antes
originou a que por vingança o MARTINS
(Peniche), o assassinasse com 5 tiros de G3.
O
soldado João Jesus Bernardino Correia “Escamado”, perdeu ali a
sua vida, por motivos “fúteis” e relacionados com disputas de jogos de futebol.
O Martins que conheci muito
bem, era meu companheiro de conversa nos patrulhamentos, colunas e em todos os
locais onde tínhamos obrigações a cumprir, grande Sportinguista, fazíamos do
futebol as nossas conversas que ajudavam a passar o tempo; excelente pessoa,
muito humilde e cumpridor das suas obrigações. Mas vá lá o diabo explicar
certas situações, foi preso logo de imediato, transferido para Bissau onde
aguardaria a sua condenação. Nunca mais o encontrei e segundo informações
trabalha numa quinta lá para os lados de Sintra. Aos que por cá nos tem
“deixado” a tristeza ainda é mais forte, imagens e vivências recentes obrigam-nos a que a saudade seja maior. Todos
sabemos que o nosso destino está traçado, entramos na lista de grande risco,
mas enquanto por cá andarmos vamos
viver a vida relembrando “DIAS DA NOSSA MOCIDADE”. Votos sinceros de
muita saúde para todos os que nos acompanham e seus familiares e façam o favor
de serem FELIZES.
segunda-feira, 1 de junho de 2015
RECORDAÇÃO
Hoje lembrei-me de um grande Amigo:
É certo que a vida dele não
tem acompanhado os nossos encontros, as nossas mensagens e todas as formas de
comunicação que temos trocado nestes últimos anos.
Quis o destino que o “grande
impulsionador” do reencontro entre ex. camaradas que partilharam com a ele a
vida militar não esteja connosco nestes momentos de festa e alegria.
Homem de grandes memórias
sobre a nossa vida na GUINÉ, privei com ele alguns momentos pós tropa e todo
ele era saudade das AMIZADES e da vivência por terras de “AFRICA”
Companheiro e amigo do seu
amigo, não me recordo de inimizades entre colegas, sempre disponível para
ajudar os outros, grande comunicador, falava pelos cotovelos.
Trabalhador e Empresário de sucesso da área da “CONSTRUÇÃO
CIVIL”, incidia a sua actividade na área de Albergaria a Velha, onde também
morava e onde o reencontrei passados muitos anos.
Problemas, privaram-no de
liberdade e cumpre pena no Estabelecimento Prisional de Coimbra. Esperamos
ainda um dia reencontra-lo e com ele festejar-mos mais um convívio de ex. militares
do Batalhão 4513
Falo-vos
do 1ºCabo Manuel Dias Moreira Pimenta – Enfermeiro
Como eu, alguns se recordarão com muita amizade deste AMIGO, de que
tenho as ultimas noticias depois de uma visita dos nosso colegas Adalberto
Silva, Alípio Estima e Jorge Leão ao E. P. Aveiro onde esteve a aguardar julgamento
domingo, 31 de maio de 2015
quarta-feira, 27 de maio de 2015
sexta-feira, 22 de maio de 2015
quarta-feira, 20 de maio de 2015
NOTICIAS DE MACAU
O dia mais longo das nossas vidas?
António Marques da Silva
1. Escrever para o público, seja maior ou menor a dimensão do universo dos destinatários, é expormo-nos, deixarmos cair no domínio público algumas das máscaras que esta sociedade do faz de conta nos obriga a usar no dia a dia. É também criar inimizades, quando se prefere a verdade à hipocrisia. Eu estou cada vez mais disposto a trilhar este caminho. Às vezes gosto da solidão, mas não quero ser um homem só.
Ontem, num jantar de amigos, em minha casa, acabei por mostrar alguns escritos rimados do meu tempo de juventude (e alguns mais recentes) a um amigo, prescrutando a sua opinião sobre a minha intenção de os publicar em breve. A resposta dele foi, mais ou menos, esta: «Sim, publica, mas muita gente não te vai reconhecer nesta tua faceta. Mesmo para mim foi uma surpresa!». Eu sei, eu mudei muito: é a vida, os desencantos e as desilusões. Mas luto, agora, no meu dia a dia para dar lugar, de novo, à esperança. Eu queria morrer num mundo melhor. Eu não queria ter de repetir o testamento político de Mário Sacramento: «Portem-se bem, não me obriguem a voltar cá abaixo!». E claro está, este recado vai para o povo do meu país cada vez mais longínquo de mim. Mas, desgraçado pássaro que nasce em mau ninho que sou, eu gosto muito do meu país e sofro quando o vejo definhar às mãos de parasitas e abutres, perante a «mansidão» de um povo que já foi valente.
2. Fez no Domingo 42 anos sobre o talvez dia mais longo das nossas vidas, o dia 17 de Maio de 1973 (tinhamos chegado à Guiné há menos de dois meses). Foi em Nhacoba, lá para os lados de Guilege. Já não me lembro muito bem dos pormenores, que a vida nos ensina a sublimar os momentos menos bons e, em contrapartida, a manter vivos na memória os momentos bons como são o convívio, a camaradagem e a solidariedade. A custo, todavia, alguns pormenores vão surgindo na memória, assim como que uma neblina no tempo.
E tudo isto aconteceu porque o Ramos, um dos meus furriéis de então, dinamizador do blogue do nosso Batalhão, aí postou o escrito, o qual me permito transcrever aqui, pela serenidade e sabedoria que o mesmo contém: «A caminho de NHACOBA: Apesar de todas as incidências negativas, aprendemos a sofrer ainda mais, choramos pelos amigos e passamos a encarar "a guerra" com mais realismo, ultrapassávamos o medo com mais facilidade, tudo o que aparecesse para a frente provavelmente nada seria pior que esse dia.
Quero com estas linhas, homenagear todos os que lá estiveram, lembrar os que já nos deixaram e prestar a minha homenagem aos companheiros que sofreram "fisicamente e psicologicamente" as consequências dos "Combates" desse dia».
Eu sei que todos aqueles que não viveram momentos destes vão considerar lamechas tudo isto. Felizes os mais jovens que os não viveram, graças ao 25 de Abril. Mas, apesar de tudo, acreditem: eu vim de lá mais homem, ganhei capacidade de chorar.
Dia 6 de Junho lá estarei convosco, camaradas, para aquele abraço com 41 anos de atraso.
terça-feira, 19 de maio de 2015
MENSAGEM
Da Sandra Simões (filha do saudoso Basílio Simões)
Boa
noite Sr. Ramos,
Quero
agradecer a vocês todos pelas homenagens que fizeram em honra do Meu pai. Nunca
irei esquecer a vossa presença no funeral e as vossas flores que me tocaram no
peito. Conforme era a vontade do meu pai estarei presente no próximo reencontro
para poder vos agradecer pessoalmente. Mas já agora queria dizer-lhe para não
desistir da missão, porque todos os textos escritos são fantásticos e
emocionantes. Agora que o meu pai foi embora para outro destino o blog do
batalhão 4513 é a minha leitura de todos os dias! Tentei fazer comentários nos
diferentes artigos que falam dele mas não consegui.
Aproveito
também para agradecer o comandante António Marques da Silva que elogiou o meu
pai e que fez uma discrição fiel à personalidade dele! Fiquei muito emocionada
pelo gesto e terei a oportunidade de o abraçar no lugar do meu estimado pai.
Agradeço
mais uma vez o seu empenho por me ter partilhado esta mensagem.
É
com muito orgulho que estarei presente ao convívio de junho!
Era
uma promessa minha que vou cumprir de cabeça erguida!
Com
certeza vão haver muitas lágrimas mas não deixo de ser a filha do meu pai e
estarei pronta para as gargalhadas que vão haver.
Os
meus melhores cumprimentos Sr. Ramos.
Até
junho!
domingo, 17 de maio de 2015
AMIZADE
António Marques da Silva
Ex. Alferes Miliciano da 3ª Companhia
do Batalhão 4513
Aldeia Formosa - Nhala - Buba
Publicado no Jornal Tribuna de Macau.
Artigo da Autoria do Companheiro Marques da Silva , desde Macau onde vive.
No regresso não vinham todos!
Vasco Lourenço, capitão de Abril e hoje presidente da
Associação 25 de Abril, escreveu um livro com o título “No regresso vinham
todos”, no qual descreve uma comissão militar na Guiné e dá conta de emoções,
de sentimentos, de medos, mas também de alegrias, de solidariedade e de
camaradagem. Desse livro que possuo e que me aguarda nas prateleiras do meu
refúgio lá na terra onde nasci (a qual antes do meu embarque já tinha –apesar
de ser uma pequena aldeia- feito o funeral a dois dos seus filhos regressados
da Guiné, antes do tempo, e em “caixas de pinho”) recordo, apesar dos 40 anos
passados, que ele é um testemunho de que a maioria dos militares, porque não
acreditavam na justeza e na sua razão de ser da guerra, viviam com a ideia fixa
do regresso, sem que isto signifique cobardia. Em, 16 de Março de 2011, no
blogue do Batalhão de Caçadores 4513, realçam-se os 38 anos da partida a bordo
do Uíge. Recordo-me, como se fosse hoje, do acenar lancinante e premonitório de
lenços brancos, por parte de familiares e amigos. E, no nosso caso, como
escreve um camarada no referido blogue: “infelizmente nem todos vieram, e
outros trouxeram marcas para o resto da vida". Aliás, apenas dois meses depois
da nossa chegada a Bissau, em 21 de Março de 1973, já éramos menos. Por isso em
Aldeia Formosa, no dia 21 de Maio desse mesmo ano, escrevi o texto a que dei o
título de “Melodia interrompida”, o qual transcrevo aqui não pelo seu valor
literário, mas apenas como testemunho:
Soldado!
Uma folha verde caída
Na primavera da vida
Uma melodia interrompida
Um pássaro sem asas
Um rio de águas paradas.
Um manequim de mãos enluvadas
Em guardas de honra.
Um fruto temporão
Carne p´ra canhão.
Calor que queima, sem chama
Um ser e não ser
Um dever, sem querer
Meio termo entre a
vida e a morte.
Entretanto, após o regresso, outros foram partindo, sem que me tenha sido possível dar-lhes um derradeiro abraço. E tenho pena!
O último a partir, em terras de França, foi o Basílio. E não foi um qualquer. Partiu um dos nossos melhores, o “meu homem da Bazuca”, um poço de força, de alegria, de coragem e de abnegação, que simboliza bem, para mim, os tempos dessa nossa juventude e a grandeza humana que, em muitos, testemunhei. Infelizmente não tive tempo de recontar com ele quantos os cabritos capturados na tabanca ou as cervejas bebidas noite adentro. As contingências da vida de emigração assim o ditaram.Por isso, este ano em Junho, se a sorte o permitir, estarei no VII Convívio do Batalhão (o primeiro a que irei estar presente), antes que seja tarde para abraçar velhos camaradas.Não, não é saudosismo do tipo “antigos combatentes”, apenas saudade da juventude, e necessidade de reviver.
Obrigado Marques da Silva em nome de todos e até breve
.
quinta-feira, 14 de maio de 2015
quarta-feira, 6 de maio de 2015
TRANSPORTE
A exemplo de anos anteriores, o Rodrigues (1ª Companhia) vai dispor de um autocarro que fará a ligação entre Guimarães e um eixo a definir pelo próprio até chegar ao destino: NOGUEIRA DA REGEDOURA
Quem tiver necessidade de transporte e que se enquadre nestas zonas geográficas, deve contactar o Rodrigues para combinarem hora e local
Quem tiver necessidade de transporte e que se enquadre nestas zonas geográficas, deve contactar o Rodrigues para combinarem hora e local
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